Os fundamentos da legitimidade da dominação e suas espécies, segundo Max Weber

Olá pessoal, vamos aproveitar o sábado para estudar um pouquinho de humanística?

Esse tema foi sugestão da Elen, aluna do Intensivo RDP com Acompanhamento e elaborei esse texto com auxílio do material produzido pelo Curso Filosofia Ponto a Ponto.

Vamos lá!

Antes de mais nada é importante situarmos Max Weber na história, filósofo alemão que acompanhou a industrialização tardia de seu país, assim como praticamente seu desmonte após a primeira guerra mundial.

Max Weber defendeu que o Estado como aquele que não busca o bem comum, mas sim, consiste em uma relação de dominação do homem sobre o homem, fundada da utilização da violência legítima, de modo que sua existência e manutenção somente é possível se os dominados se submeterem à autoridade reivindicada pelos dominadores.

Mas como seria estabelecida essa dominação? Max Weber classificou essa dominação em três espécies, sendo estas as seguintes:

  1. Dominação tradicional – é justificada através dos hábitos e costumes já enraízados, comumente exercido pelo patriarca ou pelo senhor de terras
    1. Max Weber, em sua obra, diz que tal forma de dominação é baseada no passado eterno
  2. Dominação carismática – autoridade justificada através os dons pessoais, geralmente tidos por extraordinários, de um individuo dominante.
    1. Essa forma de dominação, extremamente pessoal, se justifica somente pelo carisma daquele que é denominado chefe
    2. É comumente exxercida pelo profeta, guerreiro mais forte – ou eleito, dirigiente de partido político, entre outros
  3. Dominação legislativa – é a dominação baseada estritamente na lei, possuindo caráter impessoal e na crença de solidez que o aparato normativo é suficiente para a condução dos homens na vida em sociedade.

Em relação ao Estado, na dominação legislativa, é, segundo Max Weber, dividido em dois grupos

  1. Estado maior – possui carater administrativo e consiste nas atividades organizadas pelo Estado, objetivando a realização e manutenção da obediência.
  2. Meios materiais de gestão – consistes nos recursos econômicos voltados para o exercícios da força física e para a manutenção do, como por exemplo pagamento de servidores, do próprio Estado.

Ainda sobre a dominação legislativa, Max Weber defende o Estado burocrático é aquele que melhor se adequada ao desenvolvimento racional em sua forma moderna, sendo esse Estado aquele em que o servidor não é proprietário dos meios de gestão, mas os utiliza, em nome do Estado, com a finalidade de garantir seus fins, sendo o fim último, a manutenção da dominação, através da força legítima.

Sobre o assunto é só pessoal!

Se quiserem um aprofundamento recomendo o Curso Filosofia Ponto a Ponto assim como as aulas do Curso Popular da Defensoria Pública no Youtube.

Abraços e vamos em frente!

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